Exercícios com tirinhas para ensino médio, vestibulares, Enem e concursos

1. Leia esta tira.

a) O que a personagem masculina esperava encontrar dentro da garrafa? Justifique.
b) No terceiro quadrinho, a personagem feminina usa a palavra torneiral, que não está dicionarizada na língua portuguesa. Morfologicamente, o que possibilitou sua criação? 
c) Por que o uso dessa palavra reforça a ideia de "cortes radicais nos gastos", produzindo um efeito de humor na tira? 
d) A que classe de palavras torneiral pertence? Que aspectos sintáticos confirmam isso?

2. Leia a tira.


a) A tira associa elementos verbais e não verbais de forma inusitada, contribuindo para a construção de sentidos do texto. Explique de que forma essa associação ocorre.
b) No último quadrinho, há outra associação inusitada: as falas das personagens remetem a uma situação comum a outro gênero textual. Descreva o conteúdo dessas falas e identifique o gênero ao qual elas remetem.
c) Releia esta oração: Todo dia é esta chuvinha de e-mails. Reescreva-a duas vezes com as palavras em ordens distintas. O sentido se modificou?
d) Com base nas versões reescritas, como se classifica o sujeito da oração? Explique.

3. Leia a tira.


a) No segundo quadrinho. uma das personagens afirma que aquele deveria ser um dia alegre. Que elementos presentes nessa tira costumam ser usados para representar alegria? 
b) Essa tira faz uso da metalinguagem. Explique essa afirmação. 
c) Observe os verbos reparou e roubaram. Na tira, o sujeito desses verbos pode ser classificado como oculto ou indeterminado? Justifique sua resposta. 

4. Leia a tira a seguir.


a) O entusiasmo dos interlocutores sofre uma mudança radical do primeiro para o último quadrinho. O que poderia explicar essa mudança? 
b) Que diferenças se observam entre as imagens dos dois quadrinhos sem fala no meio da tira? Explique a importância deles para a produção do efeito de humor na tira. 
c) Releia: Rapaz, há quanto tempo! Esse enunciado apresenta uma oração. Qual é o seu sujeito? Como tal sujeito poderia ser classificado? Explique. 
d) Que ideia é expressa pelo verbo haver? 
e) Leia outra frase com o verbo haver: Há muitas razões para termos perdido o contato. A afirmação feita refere-se ao tempo presente. Como ela deveria ser escrita caso fizesse referência ao passado? 
f) Qual é o sentido expresso pelo verbo haver nesse caso? Reescreva a frase empregando outro verbo que mantenha esse sentido. 

5. Leia a tira de Calvin, personagem de Bill Watterson.


a) Dois planos narrativos se sobrepõe na tira. Quais são esses planos? Explique.
b) Releia estas orações:
O camaleão permanece imóvel.
[...] ele muda de cor [...]

> Qual delas apresenta o estado em que o animal se encontra? E qual expressa uma ação?
> Identifique o predicado de cada oração.

6. Leia a tira.


a) Inicialmente, qual parece ser o referente de pessoal? Explique.
b) Justifique as duas concordâncias verbais do primeiro quadrinho.
c) Por que Deus demonstra impaciência diante da pergunta do anjo?
d) Explique a relação entre a autoria das perguntas e o humor da tira.

7. Leia a tira.


a) Os pássaros estão se preparando para migrar para o Sul. Na resposta que o pássaro macho dá à fêmea. qual é o sentido de sua afirmação? 
b) Por que a resposta da fêmea, no terceiro quadrinho, produz um efeito de humor na tira? 
c) A fala do pássaro macho, no segundo quadrinho, apresenta uma oração subordinada adjetiva restritiva. Identifique-a e indique qual é o pronome relativo que a introduz. 
d) Por que essa construção não está adequada às regras de regência verbal da norma-padrão? Ela é inadequada ao contexto de produção da tira? Explique. 
e) Reescreva a fala da personagem de modo que ela fique de acordo com a regência prescrita pela norma-padrão. 


Gabarito:

1.
a) A xícara e a garrafa térmica sugerem que a personagem esperava encontrar café. 
b) O que possibilitou sua criação foi a associação do sufixo -al, formador de adjetivos, ao substantivo torneira, aproximando a palavra do adjetivo mineral, comumente associado ao substantivo água. 
c) Porque a personagem feminina, com a palavra torneiral, não apenas informa que o café foi substituído pela água, mas também que se trata de água da torneira, mais barata do que a mineral.
d) Trata-se de um adjetivo. Enunciada em resposta à frase "Água?!" dita pela personagem masculina, a palavra atua como um modificador do substantivo água. 

2. 
a) Elementos do mundo virtual, como sites e e-mails, são representados como objetos concretos (uma casa para o primeiro e envelopes para o segundo). A expressão "chuvinha de e-mails" também é usada tanto em sentido figurado, indicando que a personagem recebe mensagens eletrônicas sem parar, quanto literal. sendo representada pictoricamente por envelopinhos caindo do céu. 
b) As falas das personagens remetem aos interrogatórios policiais de filmes desse gênero. A vítima da agressão descreve os agressores e as circunstâncias em que a infração ocorreu. O investigador procura pistas que possam levá-lo aos suspeitos. 
c) É todo dia esta chuvinha de e-mails. É esta chuvinha de e-mails todo dia. Não há mudança significativa de sentido com o deslocamento da locução adverbial de tempo. Observe que a mudança de ordem sem que a oração se torne agramatical só é possível se os sintagmas "todo dia" e "esta chuvinha de e-mails" não forem quebrados. 
d) Sujeito inexistente. Nessa oração. o verbo ser é impessoal. Observe que. na oração sem sujeito. todo o enunciado corresponde ao predicado. 

3. 
a) A tira mostra um cenário com uma série de elementos que costumam representar a alegria: arco-íris. borboletas. campo. flores e árvores com fruta. Sem cores e diante das expressões tristes das personagens. esse cenário ganha ar patético, triste. 
b) Metalinguagem é a linguagem que descreve ou fala sobre si mesma. A metalinguagem se manifesta na remissão que as personagens fazem à própria tira em que estão inseridas. 
c) O sujeito do verbo reparou é determinado oculto. Por meio da desinência de número e pessoa do verbo é possível identificar o sujeito você. que se refere ao interlocutor da personagem que está falando. Já o sujeito do verbo roubaram é indeterminado. porque não é possível identificar quem realizou essa ação. 

4. 
a) O reencontro de dois conhecidos que há muito tempo não se viam desencadeia uma reação de grande entusiasmo; aos poucos, no entanto, eles percebem que não há laços afetivos que justifiquem tal reação. 
b) Os dois quadrinhos mostram a situação de embaraço dos interlocutores, que não têm absolutamente nenhum assunto para conversar ou interesse recíproco. De um quadrinho para o outro, a única mudança que se observa é o desaparecimento do sorriso de ambos, o que representa bem a percepção gradual de falta de afinidade entre eles. 
c) A oração não tem sujeito, pois o verbo empregado é impessoal. 
d) O verbo haver, nesse caso, indica tempo decorrido. 
e) Havia/Houve muitas razões para termos perdido o contato. Perceba que o verbo haver, nessa oração, não está concordando com nenhum outro termo, portanto mantém sua conjugação na terceira pessoa do singular. 
f) O verbo foi empregado com o sentido de "existir". Existem/Existiram muitas razões para termos perdido o contato. O verbo haver também é impessoal nesse caso. 

5. 
a) O plano da realidade - em que Calvin está escondido atrás do sofá por ter bagunçado a cozinha - e o plano da imaginação de Calvin - em que se vê como um camaleão escondido em uma floresta. 
b) 
> Estado: "O camaleão permanece imóvel". Ação: "[...] ele muda de cor [...]". 
> "permanece imóvel"; "muda de cor". 

6.
a) O anjo parece ser o mensageiro de alguém que questiona Deus sobre a motivação de algumas de suas criações. O substantivo coletivo pessoal dá a entender que se trata de um grupo de pessoas, o que poderia ser compreendido como a humanidade, por exemplo. 
b) "O pessoal quer saber [...]" - embora a palavra pessoal faça referência a uma coletividade, trata-se de substantivo masculino singular; portanto, a locução verbal concorda nesse mesmo número. "[...] o Senhor criou as baratas" - embora o pronome de tratamento remeta ao interlocutor (segunda pessoa), é um pronome de terceira pessoa do singular, o que justifica a concordância verbal nesse número. 
c) Porque Deus não precisaria dar explicações a respeito da sua criação. A atitude impaciente de Deus revela que ele já foi questionado outras vezes e, mesmo assim, ainda se propõe a justificar-se. 
d) O fato de o anjo coçar a cabeça ao perguntar sobre os piolhos, indicando ser vítima deles (e não entender sua utilidade para o Universo), dá a entender ser ele o autor das perguntas. É engraçado o fato de o anjo criar pretextos para dirigir seus questionamentos a Deus. Ele não quer ficar sem resposta, mas também não se sente à vontade de assumir as perguntas como suas, dando a impressão de ser apenas um mensageiro. 

7. 
a) O pássaro macho dá a entender que sua memória, inteligência, sentido de direção, etc. são tudo de que ele precisa para viajar tranquilo.
b) Porque ela sugere, com sua resposta, que o marido é um "cabeça-oca" (é abobalhado, fútil). 
c) "[...] que eu preciso". O pronome relativo que. 
d) Porque o verbo precisar é transitivo indireto regido pela preposição de; assim, o pronome relativo que deveria ser antecedido pela preposição de. No entanto, a construção retrata um falar típico das situações informais de uso da língua, sendo, portanto adequada à tira. 
e) Tudo de que eu preciso está bem aqui. O pronome o, presente na fala original da personagem, tem função anafórica, ou seja, retoma e enfatiza o pronome indefinido tudo. 




Referências:
Ser Protagonista - Língua Portuguesa (Editora SM)
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