sábado, 4 de junho de 2016

Antítese, paradoxo e antífrase

A antítese, a antífrase e o paradoxo são figuras de linguagem que têm por princípio a oposição de sentidos. 
A antítese ocorre quando se colocam em paralelo dois ou mais termos de sentidos opostos. Em geral é empregada para dar destaque a uma diferença. Exemplo: quando o autor coloca várias ideias opostas juntas ("bom e ruim", "bem e mal") estabelecendo relações entre elas. 
Se essas ideias opostas são empregadas de modo que uma sirva para definir ou explicar a outra, temos o paradoxo (também chamado oxímoro). É o que ocorre nestes famosos versos de um soneto de Camões: 

Amor é fogo que arde sem se ver; 
É ferida que dói e não se sente; 
É um contentamento descontente; 
É dor que desatina sem doer; 
Luís de Camões. Lírica. São Paulo: Cultrix, 1997. 

A antífrase ocorre quando o enunciador dá a entender o contrário do que disse. O efeito de sentido mais comum da antífrase é a ironia. Observe um exemplo: 

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No segundo quadrinho da tira, a expressão de desagrado da personagem evidencia a contradição entre as palavras (aparentemente elogiosas) e o que se quer fazer entender por elas. É um exemplo de antífrase. 




Referência: Linguagem e Interação - Editora Ática
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