Redação ENEM - Dicas que você PRECISA SABER!


Use uma linguagem mais simples, mas sem apelar para o coloquialismo exagerado.

Não repita palavras desnecessariamente, pois o texto fica pobre e cansativo. Busque sinônimos, especialmente quando você está treinando em casa e tem tempo para fazer isso. O seu vocabulário vai aumentar e vai ficar mais fácil pensar em palavras alternativas durante a prova.

Seja objetivo. Tente não repetir argumentos, dizendo a mesma coisa várias vezes. Preze pela qualidade do seu texto.

O seu texto deve ter ao menos três parágrafos, um para a introdução, um para o desenvolvimento e um para a conclusão. O ideal é que o seu desenvolvimento tenha ao menos três parágrafos, dessa forma, você pode expor três argumentos diferentes para embasar a sua tese.

Aponte soluções coerentes para o problema levantado, sem fazer críticas que não tenham fundamento.

Por fim, releia o texto para corrigir pequenos erros e organizar a redação da melhor forma possível. Pense no seu interlocutor e se pergunte: “o meu ponto de vista ficou claro para o leitor?”.

A correção das redações do Enem é feita com um modelo padronizado de critérios. Ou seja, tirar a nota máxima não é sorte, é capacidade de fazer um texto que se enquadre no que é pedido. Lembre-se que um bom texto é aquele que cumpre a sua função, e no momento, a ideia é que ele se encaixe nessas 5 competências, disponíveis no Manual de Redação do Enem:

Porquês - exercícios - concursos (com gabarito)


1. Preencha as lacunas, usando o seguinte código:

a) por que
b) por quê
c) porquê
d) porque

(  ) Quer dizer que você não vai mesmo conosco, ___________?
(  ) Não entendo o ____________ de suas atitudes.
(  ) Você sabe ___________ ela não passou no concurso.
(  ) Não fuja, ___________ toda fuga é fraqueza.
(  ) Os maus momentos _________ passaste serão inesquecíveis.
(  ) Os amigos, não sei _________, foram sumindo um a um.
(  ) Agora entendo ______votaste no “homem”...
(  ) Menina apaixonada chora sem saber ___________.
(  ) _______não tinha sono, fiquei na sala assistindo ao jogo.
(  ) Qual seria a razão _______ concordaram tão facilmente?

2. Assinale a alternativa incorreta:
a) Não quero mais saber por que motivo não me amas.
b) Se não me amas, quero saber porquê.
c) Se não me amas, quero saber o porquê.
d) Não me amas porque não te amo?

3. Qual é a incorreta?
a) Quero saber o porquê desta briga.
b) Ainda saberás porque saí do país.
c) Estudamos sem saber por quê.
d) Rápida foi a crise por que passou.

4. Assinale a alternativa correta:
a) A criança sempre indaga o porquê das coisas.
b) Conheço o livro porque te orientaste.
c) Sei porquê você faltou às aulas.
d) Chegaste só agora, por que?

5. Há uma alternativa incorreta, assinale-a:
a) Aquela foi a razão por que tive o pesadelo.
b) Faça os exercícios, porque só assim se aprende.
c) Não sei porque não ficas mais um pouquinho.
d) Porque você fez tudo errado, não o considero eficiente.

6. Escolha a alternativa que complete corretamente as lacunas:

Descobri o motivo ________ ele não veio. Não veio ______teve problemas lá.

a) porquê – por quê
b) porque - porque
c) por que – por quê
d) por que - porque

Interpretação - vestibulares - exercícios para treinar


A BANALIDADE DO MAL

Muito se ouve, se fala e se sente acerca da violência. O ódio se encontra disseminado, como se não fosse possível habitar o mesmo espaço do outro que pensa e age diferente. A violência institucional do Estado prolifera. Contudo, as práticas sociais agressivas não se resumem à tradicional oposição Estado versus sociedade. Entre cada indivíduo das comunidades, dos bairros, dos mesmos transportes públicos, ronda o fantasma da violência.
Certamente, as causas desses fenômenos são múltiplas, talvez tanto quanto o são suas ocorrências. Sofrem mais do dinamismo da continuidade do que das rupturas. Apesar das várias facetas sob as quais poderíamos analisar a violência estrutural, há certos mecanismos e estratégias que se repetem. Como funcionam? Mais ainda: quais funções e dispositivos de manutenção dessas práticas se atualizam no mundo do trabalho, na sociabilidade desigual e na urbanidade precária?
A continuidade, permanência e sofisticação dos modos da violência poderiam ser sintetizadas, na experiência brasileira, em duas formas fundamentais e dominantes: o racismo e o machismo. O país cordial e democrático, em seu cotidiano, tem três mulheres assassinadas por dia. E a maioria das vítimas é composta de mulheres negras. Se o normal é a violência, o racismo e o machismo, de que modo a mulher ou o jovem negro podem experimentar uma autodefinição de sua existência, condição necessária para repensar o quadro de violência?
A Constituição de 1988 seria a promessa de novas práticas, da produção de sujeitos universais – interrompendo a história de vitimizações contínuas de mulheres, índios, idosos, adolescentes, quilombolas, trabalhadores. A nova lei, legitimada na fundamentação futura de uma outra vida, seria a redenção para esses sujeitos.
Porém, com a narrativa de construção do Estado de direito, soberano, centralizado, formado pelos “brasileiros”, subjaz franco e atuante, ainda que silencioso e rasteiro, o discurso do conflito, do inimigo, das lutas que continuam, que permanecem constitutivas da existência do país. Os vivas à democracia, à Constituição, às leis e à ordem convivem com o ódio ao outro via racismo agressivo, preconceito contra o nordestino, dentre outros.
A ideia de sermos um único sujeito, o brasileiro alegre e complacente, convive com a prática da diferença não tolerada, com a consideração do outro, do estranho, do estrangeiro, como aquele que não é “nós”. A produção do outro e, portanto, a continuidade histórica da violência se devem, em grande medida, à persistência e ao incremento do racismo e do machismo, autorizando a agressão física ou moral.
Qualquer saída para essa situação somente terá alguma possibilidade de efetivação sob políticas, atos e afetos de respeito às mulheres, aos jovens negros e aos que não têm posses, pois são essas as subjetividades e as sociabilidades que são alvos das estruturas violentas.

EDSON TELES
Adaptado de diplomatique.org.br, 18/09/2017

Exercícios - concordância verbal e nominal (vestibulares)


1. (FGV-SP) Leia o texto a seguir e responda ao que se pede. 

Não existe liberdade sem independência financeira. Ter um currículo turbinado ou uma rede de relacionamentos em dia pode perder o valor se você não tiver também uma reserva financeira para sobreviver num momento de transição de emprego. 

Você S/A

a) Reescreva a primeira oração do texto, substituindo "liberdade" por "perspectivas de futuro" e o verbo "existir" pela locução "poder haver".

b) A palavra "turbinado" está empregada, no contexto, em "sentido figurado". Reescreva o trecho - "Ter um currículo turbinado" - substituindo a palavra em questão por termo ou expressão de sentido não figurado.

2. (PUC-Campinas-SP) A frase em que a concordância nominal está INCORRETA é: 

a) As ferramentas que julgo necessárias para você consertar o motor, ei-las nesta caixa; deixo anexa, para seu próprio controle, uma relação delas.
b) É realmente louvável os esforços que vocês empreenderam para nos ajudar, portanto, qualquer que sejam os resultados, agradecemos muito.
c) Questões político-econômicas envolvem amplo debate, logo não considere inaceitáveis algumas indefinições referentes a esses pontos.
d) Muitas pesquisas recentes tornaram superadas algumas afirmações sobre a língua e a literatura portuguesas.
e) Passadas cerca de duas semanas, foram conhecidos os resultados do concurso que premiou o artista mais destacado do carnaval e de outras folias cariocas. 

3. (Fuvest-SP) Leia o trecho a seguir e responda ao que se pede. 

A Polícia Federal investiga os suspeitos de terem ajudado na fuga para o Paraguai e a Argentina. A polícia desses países não puderam prendê-los porque o governo brasileiro não fez o pedido formal de captura. 

O Estado de S. Paulo. (Adaptado) 

a) No segundo período, há uma infração às normas de concordância. Reescreva-o de maneira correta. 
b) Indique a causa provável dessa infração.

4. (IME-RJ) Nas frases a seguir há erros ou impropriedades. Reescreva-as e justifique a correção.

a) "Por que os namorados preferem andar só, detestando as companhias?"
b) "Seu preparo e honestidade rara fizeram dele um funcionário invejado."
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...