Interpretação de CRÔNICA (gabarito)



GABARITO

1.
a) Ele se inspirou na realidade do trânsito, para mostrar como a maioria dos motoristas dirige com imprudência e mau humor, perdendo facilmente a calma no volante.
b) Segundo ele, com base no comportamento de uma pessoa na direção de um veículo, pode-se comprovar seu grau de evolução.

2.
a) A atitude descontrolada de certas pessoas quando ocorre alguma colisão no trânsito. O autor descreveu, basicamente, a reação física de dois motoristas, para mostrar o desequilíbrio de ambos: "Olhares ferozes. Torsos inclinados para a frente. Mãos crispadas"
b) Pessoal.
c) Aquele que sugere a imagem dos motoristas irritados como se fossem seres pré-históricos vestidos com peles e de porrete nas mãos: "Bastaria [...] trocar os ternos por peles e entregar um porrete para cada um".

3.
a) Em geral, as pessoas são aparentemente serenas, mas, quando expostas a situações tensas, como a de enfrentar o trânsito, se irritam com facilidade.
b) Talvez porque o modo como os outros motoristas dirigem as deixe nervosas, fazendo com que elas comecem a agir da mesma forma.

4.
a) Ambos agem como crianças, pois parecem disputar o espaço no trânsito como se estivessem em um jogo de computador.
b) O narrador quer mostrar a atitude inconsequente do motorista quando perde o controle no trânsito e discute com o outro. Ou, de forma mais ampla, ele tenta demonstrar a irresponsabilidade dos condutores em geral, quando dirigem sem cautela e acarretam danos a todos.
c) Pessoal. Sugestão: Sim, pois ele sugere ao amigo que tenha mais serenidade e ponderação antes de tomar uma atitude impensada.
d) Pessoal.

5. O fato de as seguradoras cobrarem menos seguro das mulheres por elas serem mais cautelosas e provocarem menos acidentes.

6. Pessoal. Sugestão: Foi uma atitude sensata, pois ele talvez se sentisse incapaz de controlar seus impulsos. Desse modo, pode ter evitado um problema maior.

BNCC - Educação Infantil - Curso Nova Escola (gratuito e com certificado)


A expressão educação “pré-escolar”, utilizada no Brasil até a década de 1980, expressava o entendimento de que a Educação Infantil era uma etapa anterior, independente e preparatória para a escolarização, que só teria seu começo no Ensino Fundamental. Situava-se, portanto, fora da educação formal. 

Com a Constituição Federal de 1988, o atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a 6 anos de idade torna-se dever do Estado. Posteriormente, com a promulgação da LDB, em 1996, a Educação Infantil passa a ser parte integrante da Educação Básica, situando-se no mesmo patamar que o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. E a partir da modificação introduzida na LDB em 2006, que antecipou o acesso ao Ensino Fundamental para os 6 anos de idade, a Educação Infantil passa a atender a faixa etária de zero a 5 anos. 


Entretanto, embora reconhecida como direito de todas as crianças e dever do Estado, a Educação Infantil passa a ser obrigatória para as crianças de 4 e 5 anos apenas com a Emenda Constitucional nº 59/200926, que determina a obrigatoriedade da Educação Básica dos 4 aos 17 anos. Essa extensão da obrigatoriedade é incluída na LDB em 2013, consagrando plenamente a obrigatoriedade de matrícula de todas as crianças de 4 e 5 anos em instituições de Educação Infantil. 

O Pequeno Príncipe - Interpretação (gabarito)


1. As personagens da narrativa são o principezinho e a raposa. 

2. O narrador não é personagem. Ele não participa da história, que está narrada em terceira pessoa.

3. As fábulas geralmente têm, como personagens, animais que pensam e agem como os seres humanos. Professor, lembre aos alunos que esse tipo de texto procura transmitir algum ensinamento moral. 

4. Como um entendimento mútuo, amigo é aquele que desperta no outro a necessidade de sua presença. Os amigos se cativam uns aos outros.

5.
a) Cativar - ganhar a simpatia, a estima; seduzir, atrair. Rito - regras que se devem observar numa cerimônia religiosa. Qualquer cerimônia ou prática que segue normas preestabelecidas. No texto, os ritos se referem aos comportamentos, às ações que se repetem. 

6. Para cativar um amigo, é preciso ser paciente e estar com o amigo com certa frequência, passar a fazer parte de sua vida, aos poucos, inicialmente sem nada dizer.

7. Muitas vezes, os interlocutores não se compreendem bem, gerando situações de conflito e desentendimento entre eles.

8. Preço, nesse contexto, significa: sacrifício em troca de recompensa.

9. O principezinho reagiu com curiosidade, mostrando interesse em compreender o que ela dizia, fazendo perguntas para entender melhor as ideias da raposa. 

10.
a) A vida torna-se cheia de sol. / Os sons dos passos se tornarão música para ela. / O trigo trará lembranças alegres. 

b) Quis dizer que um amigo dará à vida dela mais brilho, alegria, calor. 

c) O que elas têm em comum é a cor; todas estão relacionadas à cor amarela. 

d) Os cabelos da personagem são da mesma cor do trigo. A raposa se lembraria do príncipe ao olhar para os campos de trigo. 

e) O príncipe resolver criar laços afetivos com ela. A amizade lhe daria um novo significado, por causa da semelhança entre os cabelos cor de ouro do príncipe e o dourado dos campos de trigo. 

f) Porque, para comparar, além da maneira de combinar as palavras, associando- as pela cor, o leitor pode imaginar o que é descrito pela raposa Além disso, no texto usa-se o sentido figurado para se referir aos sentimentos que a raposa passaria a ter pelo príncipe caso ele a cativasse. 

Não acabem com a caligrafia: escrever à mão desenvolve o cérebro


As crianças que vivem no mundo dos teclados precisam aprender a antiquada caligrafia?


Há uma tendência a descartar a escrita à mão como uma habilidade que não é mais essencial, mesmo que os pesquisadores já tenham alertado para o fato de que aprender a escrever pode ser a chave para, bem, aprender a escrever.

E, além da conexão emocional que os adultos podem sentir com a maneira como aprendemos a escrever, existe um crescente número de pesquisas sobre o que o cérebro que se desenvolve normalmente aprende ao formar letras em uma página, sejam de forma ou cursivas.

Em um artigo publicado no “The Journal of Learning Disabilities”, pesquisadores estudaram como a linguagem oral e escrita se relacionava com a atenção e com o que é chamado de habilidades de “função executiva” (como planejamento) em crianças do quarto ao nono ano, com e sem dificuldades de aprendizagem.

Virginia Berninger, professora de Psicologia Educacional da Universidade de Washington e principal autora do estudo, contou que a evidência dessa e de outras pesquisas sugere que “escrever à mão – formando letras – envolve a mente, e isso pode ajudar as crianças a prestar atenção à linguagem escrita”.

No ano passado, em um artigo no “Journal of Early Childhood Literacy”, Laura Dinehart, professora associada de Educação da Primeira Infância na Universidade Internacional da Flórida, discutiu várias possibilidades de associações entre boa caligrafia e desempenho acadêmico: crianças com boa escrita à mão são capazes de conseguir notas melhores porque seu trabalho é mais agradável para os professores lerem; as que têm dificuldades com a escrita podem achar que uma parte muito grande de sua atenção está sendo consumida pela produção de letras, e assim o conteúdo sofre.


Mas podemos realmente estimular o cérebro das crianças ao ajudá-las a formar letras com suas mãos?
Em uma população de crianças pobres, diz Laura, as que possuíam boa coordenação motora fina antes mesmo do jardim da infância se deram melhor mais tarde na escola.

Ela diz que mais pesquisas são necessárias sobre a escrita nos anos pré-escolares e sobre as maneiras para ajudar crianças pequenas a desenvolver as habilidades que precisam para realizar “tarefas complexas” que exigem coordenação de processos cognitivos, motores e neuromusculares.

Esse mito de que a caligrafia é apenas uma habilidade motora simplesmente está errado. Usamos as partes motoras do nosso cérebro, o planejamento motor, o controle motor, mas muito mais importante é a região do órgão onde o visual e a linguagem se unem, os giros fusiformes, onde os estímulos visuais realmente se tornam letras e palavras escritas.

Virginia Berninger

As pessoas precisam ver as letras “nos olhos da mente” para produzi-las na página, explica ela. A imagem do cérebro mostra que a ativação dessa região é diferente em crianças que têm problemas com a caligrafia.

Escaneamentos cerebrais funcionais de adultos mostram que uma rede cerebral característica é ativada quando eles leem, incluindo áreas que se relacionam com processos motores. Os cientistas inferiram que o processo cognitivo de ler pode estar conectado com o processo motor de formar letras.

Larin James, professora de Ciências Psicológicas e do Cérebro na Universidade de Indiana, escaneou o cérebro de crianças que ainda não sabiam caligrafia. “Seus cérebros não distinguiam as letras; elas respondiam às letras da mesma forma que respondiam a um triângulo”, conta ela.

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