Temas de questões Enem 2018: refugiados, feminicídio, nazismo e golpe de 1964


No primeiro dia do exame, apareceram tópicos como feminicídio, nazismo, escravidão, golpe de 1964, crise de refugiados, entre outros.

Segundo a candidata Bruna Damasceno, de 19 anos, do Rio de Janeiro, esta foi uma das provas que mais abordou temáticas envolvendo políticas e questões sociais atuais. Em uma delas, foi abordado o feminicídio com um recorte de raça, referindo-se especificamente às mulheres negras. Além disso, ela diz que uma questão tratava sobre nazismo.
De acordo com outra candidata, Lorena Santos, foi usado um poema de Graciliano Ramos e um texto sobre publicidade e racismo como base para questões de interpretação de texto. Ela deixou o Colégio Luiz Viana,  em Salvador, na Bahia, às 14h40 (15h40 pelo horario de Brasilia) e classificou a prova como "muito mais facil do que a dos três anos anteriores". Ela está fazendo o Enem pela quarta vez.

— Os textos foram bem mais objetivos do que os das edições anteriores — disse ela.

Já Érica Sodré Almeida, de 20 anos, também de Salvador, contou que a prova de Ciências Humanas abordou aspectos do governo do presidente João Goulart, que sofreu o golpe de 1964.

Questões de 'nível médio para alto', diz professor

O diretor pedagógico do curso Descomplica, Cláudio Hansen, avalia que a prova do Enem 2018 foi mais difícil e explorou temas mais atuais do que a edição anterior, como questões de gênero, democracia e crise dos refugiados.

— Gostei muito da prova, teve um nível de médio para alto. Melhorou em relação ao ano passado, quando parecia mais distante em relação ao que vivemos na realidade — explica Hansen, que também é professor de Geografia. — Entre os temas mais explorados estão a escravidão, as culturas africanas, sustentabilidade, questões agrícolas e dinâmicas populacionais.

Entre os conteúdos não abordados e que foram recorrentes nas edições anteriores estão questões regionais do país, como a Amazônia e seus biomas.

— Houve uma maior cobrança de análise de gráficos e capacidade de leitura densa — afirmou ele.

Diversidade - Atividade de português - 6º e 7º anos (trabalho em grupo)


VEJA TAMBÉM:
Interpretação sobre respeito às diferenças (diversidade) 7ºano

1. Leia a letra da música.

SOB O MESMO CÉU 

A gente vem 
Do tambor do índio 
A gente vem de Portugal 
Vem do batuque negro 
A gente vem 
Do interior e da capital 
A gente vem 
Do fundo da floresta 
Da selva urbana 
Dos arranha-céus 
A gente vem do pampa 
Vem do cerrado 
Vem da megalópole 
Vem do Pantanal 
A gente vem de trem 
Vem de galope 
De navio, de avião 
Motocicleta 
A gente vem a nado 
A gente vem do samba 
Do forró 
A gente veio do futuro 
Conhecer nosso passado ... 

Lenine. Sob o mesmo céu. Intérprete: Lenine. 
In: Lenine. Lenine.doc: trilhas. Universal, 2010. 



2. O autor menciona toda essa "gente". A quem ele se refere?

3. Faça um desenho representando a diversidade da população brasileira.

Interpretação Drummond para 9ºano (gabarito)



O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza. 
Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião. O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem."Você o tratava mal, agora está arrependido?" "Não, respondeu, estou triste porque agora não posso trata-lo mal. É a minha maneira de amar, ele sabia disso, e gostava." 

ANDRADE, Carlos Drummond de. A cor de cada um. Rio de Janeiro: Record. 1997.

1. Ao atribuir sentidos ao texto, percebe-se que o jardineiro, em relação às flores:
a) cumpria friamente sua função de regá-las e de renovar a terra. 
b) conversava com elas como forma de disfarçar sua preguiça.
c) cumpria sua função com pouco interesse.
d) tratava-as como se fossem humanas.

2. O sentimento que o jardineiro nutria pelas flores:
a) era correspondido pelo girassol, à maneira dele.
b) não era correspondido pelas flores.
c) era correspondido pelo girassol, da mesma forma.
d) não era correspondido pelo girassol.

3. A expressão em destaque em “Chegar a voltar-se contra a luz.”, no texto, representa comportamento:

I - Diverso da natureza dos girassóis.
II - Próprio de qualquer girassol.
III - Próprio daquele girassol.
IV - Próprio de qualquer flor.

Marque a opção cujos itens estejam adequados: 
a) I e III.
b) I e II.
c) II e III.
d) III e IV.

4. O constrangimento causado pelo girassol:
a) provocava no jardineiro uma reação negativa.
b) fazia com que o jardineiro cuidasse da planta com má vontade.
c) era algo que provocava muita discussão entre as flores.
d) não provocava no jardineiro uma reação negativa.

5. De acordo com o texto, nota-se que o dono do jardim:
a) descobriu que o jardineiro não fazia coisa alguma.
b) não compreendia a relação que havia entre o jardineiro e as flores.
c) percebeu que o empregado maltratava as plantas.
d) não respeitava qualquer direito trabalhista do jardineiro.

6. As flores do jardim, após a demissão do jardineiro:
a) não se arrependeram de sua atitude omissa.
b) ficaram arrependidas, assim como o girassol.
c) sabiam que nada poderiam ter feito em relação à atitude do girassol.
d) arrependeram-se por terem sido omissas. 

7. A expressão “não ir muito com a cara”, utilizada no texto, encontra sentido semelhante na frase:

I - Não gosto muito dele, não!
II - O aspecto daquele alimento não é desagradável. 
III - Trata-se de pessoa por quem não tenho muita simpatia.
IV - Eu não o achava feio.

Resumo de IRACEMA para VESTIBULAR


Leia também:

Iracema era uma jovem e bela índia de cabelos negros e lábios de mel, filha de Araquém, um índio dotado de sabedoria e liderança, pajé da tribo dos tabajaras. Certo dia, enquanto se banhava em um rio, percebeu que estava sendo observada por um estrangeiro que havia se perdido de seu amigo enquanto caçavam, a quem a índia atacou com uma flecha. A expressão do estrangeiro, chamado Martim, foi tal que Iracema percebeu a mágoa que lhe tinha causado, e os dois acabaram se perdoando e seguindo para a tribo da índia, onde Martim se hospedou. Os dois jovens logo se apaixonaram, mas o amor entre eles era proibido, já que Iracema era a “virgem de Tupã”.

Certa noite, Iracema levou Martim ao bosque da Jurema e deu a ele uma bebida que o fez adormecer, possibilitando-o rever em sonhos seus melhores momentos e suas esperanças. Em seus sonhos, Martim chamou por Iracema, que, assustada, deixou-o ali e foi embora. No retorno para a tribo, Iracema encontrou Urapuã, o chefe dos guerreiros tabajaras, apaixonado pela bela índia, que, tendo visto Martim sair com a virgem, procurava-o para matá-lo, acreditando que Iracema havia se entregado ao estrangeiro. Embora Iracema tenha negado, Urapuã jurou matar o rapaz. A índia, então, voltou ao bosque para vigiá-lo.

Ao acordar pela manhã, Martim viu Iracema na entrada do bosque e percebeu sua tristeza. Como o amor entre os dois era impossível, ele resolveu partir.

Como a vida de Martim corria perigo, Iracema foi até a tribo dos pitiguaras, inimigos dos tabajaras, procurar um grande guerreiro amigo de Martim, chamado Poti, que foi ao encontro do estrangeiro para ajudá-lo na fuga. A jovem índia aconselhou-os a partir durante a festa da lua das flores, pois todos estariam envolvidos com a celebração e não prestariam atenção em Martim. Enquanto esperavam o dia da festa, Iracema e Martim ficaram juntos e Tupã acabou perdendo sua virgem.

Na hora da fuga, Iracema acompanhou Martim e Poti, e quando eles já estavam fora das terras tabajaras e a índia deveria voltar para sua tribo, ela resolveu seguir com o estrangeiro, pois não conseguiria mais viver longe de seu amor. Os três acabaram sendo alcançados pelos guerreiros tabajaras, que haviam seguido o rastro dos fugitivos, dando início a uma batalha em que Iracema lutou contra os membros de sua tribo. Ajudados pelo cão de Poti, que os guiou até seu dono, os guerreiros da tribo pitiguara chegaram a tempo de combater seus inimigos e socorrer Martim, Poti e Iracema.
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