Interpretação de tirinha (substantivo e adjetivo) Ensino médio e vestibulares


a) Cite um adjetivo que possa descrever a atitude do personagem que fotografa. 

b) Dê um substantivo abstrato que descreva a reação do fotografado e explique o que a motiva. 

c) As expressões pessoas certas e certas pessoas não são formadas do mesmo modo. Em qual delas certas é um adjetivo? Justifique. 

d) Na expressão original, qual é o sentido de certas? 

e) A tira revela valores ideológicos de seu produtor. Quais são eles? Justifique sua resposta. 

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Interpretação do poema Vaso Chinês (Parnasianismo)

Vaso Chinês 

Estranho mimo aquele vaso! Vi-o
Casualmente, uma vez, de um perfumado
Contador sobre o mármor luzidio
Entre um leque e o começo de um bordado.

Fino artista chinês, enamorado,
Nele pusera o coração doentio
Em rubras flores de um sutil lavrado,
Na tinta ardente, de um calor sombrio.

Mas, talvez por contraste à desventura —
Quem o sabe? — de um velho mandarim
Também lá estava a singular figura.

Que arte em pintá-la! A gente acaso vendo-a,
Sentia um não sei quê com aquele chim
De olhos cortados à feição de amêndoa.

Alberto de Oliveira

 (Sonetos e poemas, 1886.)


O poema que você acabou de ler foi publicado originalmente na terceira coletânea de Alberto de Oliveira, denominada Sonetos e poemas (1886), e mostra o esforço do poeta em manter-se nos padrões rígidos que ajudou a propagar. 
A exemplo de "Vaso chinês", são comuns, nos poemas tipicamente parnasianos de Alberto de Oliveira, as descrições de objetos. Neles, o poeta busca, como um pintor, fixar suas impressões visuais e reproduzir vasos, estátuas, taças, etc. 


1. Para descrever o objeto, o eu lírico cria logo na primeira estrofe uma ambientação sinestésica que torna o vaso mais real, vivo e palpável. Explique essa afirmativa. 

2. Que elementos estão pintados no vaso descrito? 

3. Que estratégia o poeta utiliza para intensificar e justificar o impacto visual que causa o vaso chinês no eu lírico? 

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3 dicas para ensinar seus alunos a interpretar textos

Imagem: Google

Com tantos jogos e opções de entretenimento, às vezes pode ser difícil convencê-los a sentar em frente a um livro. Veja como mudar essa situação.

Interpretação de texto é uma competência que precisa ser desenvolvida gradualmente, primeiramente despertando o interesse do aluno para a leitura até que, mais tarde, ele possa compreender os conteúdos subentendidos e as metáforas de um texto mais complexo. No entanto, muitos professores têm encontrado desafios logo no início do processo de aprendizado, afinal alguns alunos preferem se concentrar em jogos que oferecem prêmios virtuais a prestar atenção nas palavras impressas numa página. Confira a seguir 3 dicas que podem ajudar:

1 – Ajude-os a expandir seu vocabulário
Um dos grandes empecilhos para a interpretação de texto é o vocabulário, afinal há muitas palavras ainda para se conhecer e, dependendo do autor discutido, a prosa realmente não é das mais fáceis. Por isso, proponha maneiras divertidas para que eles possam conhecer novas palavras. Por exemplo, antes de apresentar para a sala o texto, já separe alguns termos e expressões que eles possam ter dúvidas. Crie, então, uma espécie de organograma no qual você possa mostrar sinônimos, antônimos, desenhos relacionados, exemplos de sua aplicação e o significado dos prefixos, sufixos e radicais que os compõe. Feito isso, você pode propor uma espécie de palavra cruzada ou até mesmo criar um jogo de tabuleiro com base nos termos trabalhados em sala. Assim, você verifica, por meio de uma atividade lúdica e desafiadora, a evolução do vocabulário dos seus alunos.

2 – Encare as avaliações como indícios das dificuldades dos estudantes
Ainda que muitos as considerem instrumentos conservadores, as provas escritas, quando bem adotadas, são uma maneira de se observar as dificuldades dos estudantes. Por isso, no momento em que você estiver fazendo a correção, não atribua apenas um valor numérico para expressar o desempenho do estudante. Preste atenção nos seus erros. Tente compreender a razão por detrás dele e, ao devolver a avaliação, entregue também atividades e materiais complementares para que ele possa tentar uma nova abordagem deste assunto.

Exercício contextualizado sobre substantivo para ensino médio e vestibulares

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Documentário mostra crianças brasileiras que ainda brincam sem celular e eletrônicos 

Tampinhas de garrafas, retalhos, pedras, cordas, galhos, barro. Tudo serve para criar e viajar na imaginação. É o que mostra "Território do brincar", documentário de David Reeks e Renata Meirelles, em parceria com o Instituto Alana. 
Durante dois anos, os cineastas percorreram o Brasil para mostrar como brincam as crianças. Em grupos ou sozinhas, elas labutam: são cozinheiras, motoristas, engenheiras, caçadoras, construtoras, cuidadoras. 
Na tela, só meninos e meninas; adultos ficam de fora. A câmera acompanha a construção de caminhões com restos de madeira e corda. Jangadas são feitas de isopor e pano. Casas de lençol abrigam cozinhas de bolos de terra. Engenhocas surgem de peças achadas em entulhos. 
[...] 

LUCENA, Eleonora de. Publicada em: 3 jun. 2015. Disponível em: 
<http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015


a)  Qual é o substantivo abstrato que, associado a sequência de substantivos concretos que aparecem na primeira frase do texto, cria a possibilidade do brincar. 

b) Como se classificam, quanto à formação, os substantivos que indicam profissões no segundo parágrafo?  

c) Por meio de que recurso linguístico o verbo brincar se torna um substantivo no título do documentário? 

d) Na sua opinião, que sentido tem o advérbio ainda presente no título? Ele expressa uma crítica dos autores à condição das crianças? Justifique. 

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Interpretação de texto 3º ano do ensino fundamental - O perigo dos balões

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LEIA O TEXTO ABAIXO PARA RESPONDER AOS EXERCÍCIOS.

O PERIGO DOS BALÕES 

VOCÊ JÁ VIU BALÕES PELO CÉU? ISSO AINDA ACONTECE, PRINCIPALMENTE DURANTE AS FESTAS JUNINAS. MAS POR QUE AS PESSOAS SOLTAM BALÕES? 
SEGUNDO A TRADIÇÃO POPULAR, OS BALÕES SERVEM PARA AVISAR QUE A FESTA COMEÇOU. OS BALÕES SÃO MUITO POPULARES, MAS PODEM CAUSAR INCÊNDIOS E QUEIMAR PESSOAS, CASAS E FLORESTAS. 
POR ISSO, SOLTAR BALÕES É PROIBIDO POR LEI. A PESSOA QUE VENDE, TRANSPORTA OU SOLTA BALÕES PODE SER PRESA E PAGAR MULTA. 

FONTE: WWW.BOMBEIROSEMERGENCIA.COM.BR/SOLTARBALAO.HTML. 


1. POR QUE SOLTAR BALÕES É PERIGOSO? COMPLETE A FRASE COM AS PALAVRAS: QUEIMAR, INCÊNDIOS, CASAS.

PORQUE OS BALÕES PODEM CAUSAR __________________ E __________________ PESSOAS, _______________________ E FLORESTAS.

2. O QUE PODE ACONTECER COM A PESSOA QUE FOR PEGA SOLTANDO BALÕES? PINTE NO TEXTO O TRECHO COM ESSA INFORMAÇÃO. 

Exercício sobre aposto explicativo para vestibulares e concursos

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Leia o fragmento a seguir, de um texto publicado na revista Nova Escola.

O fim de todo procedimento de pesquisa é produzir textos ou apresentar para um grupo o que foi aprendido durante o estudo. Mas os alunos sabem selecionar as informações que leem e anotá-las de modo a usá-las posteriormente? [...] Neste último encarte do projeto Ler em Todas as Áreas - desenvolvido com exclusividade [...] por Cláudio Bazzoni, assessor de Língua Portuguesa da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo -, você, coordenador pedagógico, vai conhecer a melhor maneira de discutir esse conteúdo com a equipe docente.

O fragmento acima apresenta dois apostos explicativos. Identifique-os e indique sua função em cada uma das ocorrências.

Gabarito

Os apostos são "assessor de Língua Portuguesa da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo" e "coordenador pedagógico". O primeiro informa quem é Cláudio Bazzoni e dá credibilidade ao encarte do Projeto Ler em Todas as Áreas; o segundo esclarece quem é você e identifica o leitor para quem o encarte se destina. 

Curso online e gratuito para professores de português

Voltado a professores de língua portuguesa de escolas públicas de todo país, o curso Leitura vai, escrita vem: práticas em sala de aula está com inscrições abertas. Educadores de outras disciplinas interessados em trabalhar a leitura em sala de aula também podem se candidatar. As aulas vão de 18 de setembro a 13 de outubro.

O curso é totalmente gratuito e oferece duas mil vagas na modalidade on-line, com foco nos ensinos fundamental e médio. A iniciativa é parte da Olimpíada de Língua Portuguesa - Escrevendo o Futuro, promovida pela Fundação Itaú em parceria com o MEC. Os participantes receberão certificado.

Entre os objetivos do curso, destacam-se oferecer reflexões teóricas e sugestões práticas para os professores que queiram aprimorar dinâmicas de sala de aula para o ensino de leitura na escola; promover a autonomia e a desenvoltura do professor para criar e adaptar suas aulas, levando em conta os conhecimentos prévios de seus alunos; e aguçar a percepção para diferentes maneiras de ler um texto. Serão estudados modos de trabalhar com o texto em sala, efeitos de sentido de recursos expressivos e a variação nos gêneros do discurso.

As inscrições podem ser feitas aqui.

Exercício de interpretação com questão do Enem (internet - paradoxo)

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Não estou mais pensando como costumava pensar. Percebo isso de modo mais acentuado quando estou lendo. Mergulhar num livro, ou num longo artigo, costumava ser fácil. Isso raramente ocorre atualmente. Agora minha atenção começa a divagar depois de duas ou três páginas. Creio que sei o que está acontecendo. Por mais de uma década venho passando mais tempo On-line, procurando e surfando e algumas vezes acrescentando informação à grande biblioteca da internet. A internet tem sido uma dádiva para um escritor como eu. Pesquisas que antes exigiam dias de procura em jornais ou na biblioteca agora podem ser feitas em minutos. Como disse o teórico da comunicação Marshall McLuhan nos anos 60, a mídia não é apenas um canal passivo para o tráfego de informação. Ela fornece a matéria, mas também molda o processo de pensamento. E o que a net parece fazer é pulverizar minha capacidade de concentração e contemplação.

CARR, N. Is Google making us stupid? Disponível em: www.theatlantic.com. Acesso em: 17 fev. 2013 (adaptado).

Em relação à internet, a perspectiva defendida pelo autor ressalta um paradoxo que se caracteriza por

a) associar uma experiência superficial à abundância de informações.
b) condicionar uma capacidade individual à desorganização da rede.
c) agregar uma tendência contemporânea à aceleração do tempo.
d) aproximar uma mídia inovadora à passividade da recepção.
e) equiparar uma ferramenta digital à tecnologia analógica.

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