Atividade de português para 8ºano (substantivos)

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Cachorros e gatos

O cachorro lambe o dono 
com seus olhos de mel, 
derramando tudo o que encontra 
pelo meio do caminho: 
um vaso de barro, 
uma lata, o vizinho. 

Já o gato é outra história: 
caminha no chão como no ar, 
e seus pensamentos são finos 
fios de seda espalhados pela casa. 
Para o cachorro, um osso; 
Para o gato, um telhado.

Roseana Murray. Pera, uva ou maçã? São Paulo: Scipione, 2005. p. 44

Análise do poema "Dinheiro" de Álvares de Azevedo

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Dinheiro
Álvares de Azevedo

Oh! argent! Avec toi on est beau, jeune, 
adoré; on a considération, honneurs, qualités, vertus.
Quand on n’a point d’argent on est dans la dépendance de toutes choses et de tout le monde.
(Chateaubriand)

Sem ele não há cova — Quem enterra
Assim grátis, a Deo? O batizado
Também custa dinheiro. Quem namora
Sem pagar as pratinhas ao Mercúrio?
Demais, as Dânaes também o adoram…
Quem imprime seus versos, quem passeia,
Quem sobe a deputado, até ministro,
Quem é mesmo Eleitor, embora sábio,
Embora gênio, talentosa fronte,
Alma romana, se não tem dinheiro?
Fora a canalha de vazios bolsos!
O mundo é para todos... Certamente
Assim o disse Deus, mas esse texto
Explica-se melhor e doutro modo…
Houve um erro de imprensa no Evangelho:
O mundo é um festim, concordo nisso,
Mas não entra ninguém sem ter as louras.

(AZEVEDO, Alvares de. Lira dos vinte anos. 2. Ed. São Paulo: Landy, 2000. P. 138-9.)

Fábula para 5ºano - Escreva uma moral para a história

O galo e a raposa.  

A raposa perambulava pelos campos à procura de algo para mastigar quando avistou, no galho mais alto de um carvalho, um magnífico galo, o almoço mais saboroso que uma raposa podia desejar. Mas o galho era tão alto... 
— Meu amigo — disse a raposa com voz doce — já soube da novidade? Foi assinada a paz universal entre os animais; então, a partir de hoje, somos todos irmãos. Desça já daí e venha cá dar-me um abraço. Mas ande logo, ainda tenho que levar a boa notícia para todas as partes do mundo. 
O galo esperto não caiu naquela conversa. 
— Fico feliz em saber que, finalmente, haverá paz entre nós, comadre raposa; vou descer com prazer para abraçá-la, mas, para que a cerimônia fique mais solene, por que não esperamos que chegue aquele belo cão de caça que estou vendo correr em nossa direção? Já está quase chegando aqui. 
— Dê lembranças minhas... — grunhiu a raposa entre os dentes — Não vai dar para esperar por ele, tenho um longo caminho pela frente e um montão de animais para avisar... Amanhã de manhã passarei outra vez. 
 E... pernas pra que te quero, enquanto o galo se congratulava consigo mesmo por não ter caído no logro.

As mais belas fábulas de La Fontaine. São Paulo: Paulinas, 2001

Interpretação de texto 6ºano - Kotick, a foca


Leia o seguinte texto, extraído de um clássico da literatura mundial. 

Kotick, a foca 

[...] 
Focas bebês sabem tanto de nadar quanto bebês humanos. A diferença é que não sossegam, enquanto não aprendem. Na primeira vez em que Kotick entrou no mar, uma correnteza o carregou até o fundo. Sua grande cabeça afundou, suas nadadeiras foram forçadas para cima, tudo como sua mãe havia lhe avisado, na canção de ninar. Se uma onda não o tivesse trazido de volta, teria se afogado. 
Depois disso, aprendeu a lição. Entrava numa poça de água represada e deixava que o respingo das ondas o cobrisse, fazendo-o flutuar, enquanto chapinhava. Kotick ficava sempre de olho atento para as ondas maiores, que poderiam machucá-lo. 
Por duas semanas, ficou treinando como usar suas nadadeiras. Entrava na água e saía, sempre tossindo e resmungando. Então, arrastava-se para a areia mais no alto e tirava uma soneca. Assim foi, até que ele finalmente se convenceu de que ficava mais à vontade dentro d'água. 
[...] 
O livro da selva, de Rudyard Kipling. São Paulo: Melhoramentos, 1996. p. 107. 

Atividade sobre reciclagem e meio ambiente - Interpretação de texto (fundamental 2)

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Todos nós podemos fazer do nosso planeta um lugar melhor: colaborando com as pessoas, cuidando da natureza, reciclando o lixo, não sendo consumistas, evitando o desperdício de alimentos, reaproveitando embalagens e utensílios, etc. Comece pensando sobre esse assunto lendo os textos abaixo. 

Texto 1

Contribuindo 

Carregue com você uma caneca para evitar o uso de copos de plástico no escritório e na escola. O mesmo vale para os outros descartáveis, como: pratos, garfos, copos e talheres (muito comuns em fast-food ). 
Evite excesso de embalagens. Um terço do consumo de papel destina-se a embalagens. E alguns têm um período de uso inferior a 30 segundos. Contribua para a redução do consumo dos recursos naturais. Leve a sacola própria (de pano, de feira...) para trazer boa parte das compras do mercado para casa. Se levar sacos de supermercado para casa, reutilize-os como sacos de lixo, mas com bastante moderação, pois a decomposição leva 100 anos. Em vez de reciclar, tente "preciclar" (planejar e evitar o consumo de materiais nocivos e o desperdício). 

Lucília Garcez e Cristina Garcez. Lixo. São Paulo: Callis, 2011. 

Artigo de opinião "Para onde estamos fugindo?" Leitura e interpretação


Para onde estamos fugindo?

Uma das características principais do atual momento é a aceleração do tempo. O espaço terrestre praticamente o conquistamos. Mas o tempo continua sendo o grande desafio: poderemos dominá-lo? A corrida contra ele se dá em todas as esferas, a começar pelo esporte. Em cada olimpíada busca-se superar todos os tempos anteriores, especialmente na clássica corrida dos cem metros. Os carros devem ser cada vez mais velozes, os aviões e os foguetes têm que superar a velocidade da geração anterior. No agronegócio se utilizam promotores químicos de crescimento para encurtar o tempo e lucrar mais. A internet é de altíssima fluidez e sem cabos, pois, para ganhar tempo, tudo é feito via satélite. E a aceleração atingiu especialmente as bolsas. Quanto mais rapidamente se transferem capitais de um mercado para outro, acompanhando o fuso horário, mais se pode ganhar. Como nunca antes “tempo é dinheiro”.

Logicamente, em todo esse processo há um elemento libertador pois o tempo foi, em grande parte, vivenciado como servidão. Não podemos detê-lo. Por outro lado produz um impacto sobre a natureza que possui seus tempos e ciclos. O impacto não é menor sobre as mentes das pessoas que se sentem atordoadas, particularmente as mais idosas, perdendo os parâmetros de orientação e de análise daquilo que está ocorrendo no mundo e com elas mesmas. Vale a pena essa irrefreável corrida? Para onde estamos fugindo?

Eu sou Malala - interpretação de texto (Ensino Médio)


Eu sou Malala 

Aquela manhã de terça-feira começou como qualquer outra, embora um pouco mais tarde que o normal. Era época de provas, e então as aulas tinham início às nove horas em vez de às oito, o que era bom, pois não gosto de acordar cedo e consigo dormir mesmo com o cacarejar dos galos e o chamado do muezim para as orações. [...] 
A escola não ficava muito longe da minha casa, e eu costumava fazer o percurso a pé, mas desde o início de 2012 passei a ir com as outras meninas, usando o riquixá. [...] 
Passei a tomar o ônibus porque minha mãe começou a sentir medo de que eu andasse sozinha. Tínhamos recebido ameaças o ano inteiro. Algumas estavam nos jornais, outras vinham na forma de bilhetes ou de mensagens transmitidos pelos moradores. Minha mãe andava preocupada comigo, mas a milícia talibã nunca atacara uma menina e eu estava mais preocupada com a hipótese de que eles talvez visassem meu pai, que sempre os criticava publicamente. [...] 
Eu não estava assustada, mas passei a verificar, à noite, se o portão de casa estava mesmo trancado. E comecei a perguntar a Deus o que acontece quando a gente morre. Contei tudo à minha melhor amiga, Moniba. Morávamos na mesma rua quando pequenas, somos amigas desde a época do ensino fundamental e dividimos tudo: músicas do Justin Bieber, filmes da série Crepúsculo, os melhores cremes clareadores. Seu sonho era virar designer de moda, apesar de saber que sua família jamais concordaria; então dizia a todo mundo que queria ser médica. É difícil, para as meninas de nossa sociedade, ser qualquer coisa que não professora ou médica - isso, se quiserem trabalhar. Eu era diferente. Nunca escondi minha vontade, quando deixei de querer ser médica para ser inventora ou política. Moniba sempre sabia quando algo não ia bem comigo. "Não se preocupe", eu lhe dizia. "Os talibãs nunca pegaram uma menina."
Quando nosso ônibus chegou, descemos a escadaria correndo. As outras meninas cobriram a cabeça antes de sair para a rua e subir pela parte traseira do veículo. [...] O fundo do veículo, onde estávamos sentadas, não tinha janelas, apenas uma proteção de plástico grosso cujas laterais batiam na lataria. 
[...]

Vou-me embora pra Pasárgada (exercícios)


Vou-me Embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei 

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive 
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