Tópicos mais cobrados em português para concursos


Colocação Pronominal

A colocação dos pronomes oblíquos átonos – me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes – é um tema frequente em perguntas de concursos e requer muita atenção.

São três as posições que eles podem assumir na frase: próclise (quando o pronome vem antes do verbo), mesóclise (quando ocorre no meio do verbo) e ênclise (depois do verbo). Muita gente erra porque o uso coloquial tende a aceitar a próclise.

Concordância verbal (exercícios)

O modo como o verbo se altera para se acomodar ao sujeito também pode causar muitas dúvidas. Este é um assunto que causa dificuldade aos candidatos.

Dentro deste tema, podem surgir questões em que candidatos devem assinalar qual das formas concordância verbal é a adequada em: “precisam-se de empregados” ou “precisa-se de empregados”, por exemplo.

Neste caso, acerta quem escolher a segunda forma (precisa-se de empregados) já que o pronome “se” atua como índice de indeterminação do sujeito em construções em que o verbo não pede complemento direto (precisar é transitivo indireto). Por isso o verbo fica obrigatoriamente  na terceira pessoa do singular.

Regência verbal (exercícios)

A transitividade dos verbos também é um assunto que tem a atenção das bancas examinadoras. Isso acontece porque a regência muda de acordo com a relação do verbo com o complemento.

Para determinar qual a regência adequada, o concurseiro deve examinar o termo regente, que é o verbo, e o termo regido, que é complemento.

Regência nominal

A relação entre o substantivo, adjetivo ou advérbio transitivo e seu complemento nominal, intermediada por uma preposição também são frequentes nos concursos e fontes de indecisões e dúvidas. É um dos temas mais críticos.


Questões de acentuação aparecem muito, sobretudo tratando do uso da crase. Assim, saber quando usar este acento grave pode fazer com que o concurseiro saia na frente de muitos candidatos.

Exercício de português para concurso público


Polifonia do silêncio

Sobre o silêncio vivo e o silêncio morto de nossos dias.
Dizer que o silêncio é polifônico pode parecer uma frase de efeito. De fato, assim como o escuro não é a ausência de luz, o silêncio não é a ausência de som. Uma história natural do silêncio precisaria rememorar os sons que ainda carregam silêncio: o barulho das ondas do mar, o vento que tangencia as paredes, o riso das crianças brincando, o canto de um pássaro, a respiração de um animal que dorme, uma pedra que rola, uma palavra pronunciada poeticamente.

(TIBURI, Marcia. Polifonia do silêncio. Cult. São Paulo: Bregantini. 201. ed.)

1. A significação das figuras de linguagem não ocorre de forma isolada ou independente. Está relacionada ao contexto situacional e linguístico em que ocorre, ou seja, o texto em análise. Considerando o título do texto é correto afirmar que

a) a autora utiliza o exagero para enfatizar a informação apresentada.  
b) a autora utiliza a incoerência aparente como legitimidade para seu discurso.
c) há uma reunião de expressões que se sucedem segundo uma lógica semântica progressiva.
d) constitui‐se a partir de uma redundância, funcionando como reforço de retomada da informação.

2. A forma verbal “precisaria” constitui no enunciado a apresentação de uma ação que indica

a) um fato futuro duvidoso.
b) a possibilidade de um fato passado.
c) um fato posterior a certo momento do passado.
d) um fato futuro certo, mas ainda dependente de certa condição.  

GABARITO
1D - 2A

As 15 palavras mais engraçadas da língua portuguesa


Existem palavras engraçadíssimas na língua portuguesa. A repetição de certos sons consonantais e vocálicos na formação das palavras faz com que a sua pronúncia seja divertida, principalmente quando usadas de forma enfática pelos falantes, em situações cotidianas.

Mequetrefe
Indica uma pessoa enxerida e intrometida. Pode indicar também algo ou alguém sem importância e valor.

Que mochila tão mequetrefe!
Ele não passa de um pobre mequetrefe...

Salamaleque
Indica um cumprimento exagerado, muito afetado.

Lá está você com esses salamaleques!
Entrou na sala e cumprimentou todos, cheio de salamaleques.

Piripaque
Refere-se a um ataque nervoso ou indisposição súbita.

Ele teve um piripaque quando ouviu a notícia.
Meu celular teve um piripaque, não está funcionando...

Serelepe
Refere-se a uma pessoa que é irrequieta, buliçosa, faceira, viva e esperta.

Lá vai ele, todo serelepe!
Gente, meu filho é muito serelepe!

Siricutico
Indica um chilique provocado por ansiedade.

Acalme-se ou ainda vai ter um siricutico.
Vou ter que aguentar seus siricuticos?

Bugiganga
Indica uma coisa com pouco valor e utilidade.

Tanta bugiganga que você tem aqui nesse armário!
Meu tio vende todo o tipo de bugiganga na sua loja.

Borogodó
Refere-se a um atrativo especial, um charme irresistível.

Lá vai ela andando, cheia de borogodó!
Ninguém resiste ao seu borogodó!

Quinquilharia
Refere-se a objetos com pouca importância, utilidade e valor.

Vamos jogar fora toda essa quinquilharia.
Por que motivo você está juntando tanta quinquilharia?

Beleléu
Refere-se à morte e ao fim de algo que desaparece ou não tem sucesso.

Minhas ideias foram para o beleléu!
Vim embora e mandei tudo pro beleléu!

Português - concursos - interpretação de texto

Texto para responder às questões de 01 a 03.

Recomeçar

Recomeçar nunca é um começo novo. Não é, tampouco, um retorno ao mesmo ponto. “Voltar é quase sempre partir para outro lugar”, canta o Samba do amor, parceria de Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho. Não só porque na vida nunca se conseguiria reproduzir exatamente as mesmas condições da experiência, se retomássemos o caminho. As representações que criamos do mundo se encastelam em nós não porque nos determinam, mas porque desenvolvemos as mesmas atitudes humanas ante a resistência do mundo; criamos representações que retornam para nós, recorrentes, como se nos respondessem – e respondendo, nos moldassem.
A linguagem é um tópico de repetição (precisa ser redundante até um limite ou não efetua base para a socialização), mas em sistemática insubordinação à repetição. Palavras não estão para as coisas como reflexo direto. Raciocínios não estão para as pessoas como exatidão da personalidade. Rever a si mesmo depois de imerso no mar do mundo, da vida que cresce e nos supera, não é mais olhar para si, não é reconhecer‐se naquilo que se acreditava identificar, nem retomar a ser o que era ou partir para o mesmo lugar de onde veio. É encontrar outra coisa.
Esse também é o desafio de quem estuda a linguagem. Ela pede um modo de estudo que, para ser estimulante, requer um tipo de pensar que não avance sobre o objeto com certezas absolutas, portanto não imagine uma relação exterior a ser mantida com ele, mas a vivência que nele aprofunda. Uma mente ciosa em não classificar o certo e o errado, mas em compreender, assume uma forma de conduzir (a dúvida) sem impor, menos preocupada em saber de onde se saiu ou se deve chegar, mas atenta ao caminho – e consciente de que o caminho já vivido jamais será repetido.
Para bem encontrar o dado para provar o que quero, preciso um tanto de desistência em encontrar, para então perceber como o dado ressoa em mim e no mundo.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...