Interpretação Drummond para 9ºano (gabarito)



O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza. 
Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião. O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem."Você o tratava mal, agora está arrependido?" "Não, respondeu, estou triste porque agora não posso trata-lo mal. É a minha maneira de amar, ele sabia disso, e gostava." 

ANDRADE, Carlos Drummond de. A cor de cada um. Rio de Janeiro: Record. 1997.

1. Ao atribuir sentidos ao texto, percebe-se que o jardineiro, em relação às flores:
a) cumpria friamente sua função de regá-las e de renovar a terra. 
b) conversava com elas como forma de disfarçar sua preguiça.
c) cumpria sua função com pouco interesse.
d) tratava-as como se fossem humanas.

2. O sentimento que o jardineiro nutria pelas flores:
a) era correspondido pelo girassol, à maneira dele.
b) não era correspondido pelas flores.
c) era correspondido pelo girassol, da mesma forma.
d) não era correspondido pelo girassol.

3. A expressão em destaque em “Chegar a voltar-se contra a luz.”, no texto, representa comportamento:

I - Diverso da natureza dos girassóis.
II - Próprio de qualquer girassol.
III - Próprio daquele girassol.
IV - Próprio de qualquer flor.

Marque a opção cujos itens estejam adequados: 
a) I e III.
b) I e II.
c) II e III.
d) III e IV.

4. O constrangimento causado pelo girassol:
a) provocava no jardineiro uma reação negativa.
b) fazia com que o jardineiro cuidasse da planta com má vontade.
c) era algo que provocava muita discussão entre as flores.
d) não provocava no jardineiro uma reação negativa.

5. De acordo com o texto, nota-se que o dono do jardim:
a) descobriu que o jardineiro não fazia coisa alguma.
b) não compreendia a relação que havia entre o jardineiro e as flores.
c) percebeu que o empregado maltratava as plantas.
d) não respeitava qualquer direito trabalhista do jardineiro.

6. As flores do jardim, após a demissão do jardineiro:
a) não se arrependeram de sua atitude omissa.
b) ficaram arrependidas, assim como o girassol.
c) sabiam que nada poderiam ter feito em relação à atitude do girassol.
d) arrependeram-se por terem sido omissas. 

7. A expressão “não ir muito com a cara”, utilizada no texto, encontra sentido semelhante na frase:

I - Não gosto muito dele, não!
II - O aspecto daquele alimento não é desagradável. 
III - Trata-se de pessoa por quem não tenho muita simpatia.
IV - Eu não o achava feio.

Resumo de IRACEMA para VESTIBULAR


Leia também:

Iracema era uma jovem e bela índia de cabelos negros e lábios de mel, filha de Araquém, um índio dotado de sabedoria e liderança, pajé da tribo dos tabajaras. Certo dia, enquanto se banhava em um rio, percebeu que estava sendo observada por um estrangeiro que havia se perdido de seu amigo enquanto caçavam, a quem a índia atacou com uma flecha. A expressão do estrangeiro, chamado Martim, foi tal que Iracema percebeu a mágoa que lhe tinha causado, e os dois acabaram se perdoando e seguindo para a tribo da índia, onde Martim se hospedou. Os dois jovens logo se apaixonaram, mas o amor entre eles era proibido, já que Iracema era a “virgem de Tupã”.

Certa noite, Iracema levou Martim ao bosque da Jurema e deu a ele uma bebida que o fez adormecer, possibilitando-o rever em sonhos seus melhores momentos e suas esperanças. Em seus sonhos, Martim chamou por Iracema, que, assustada, deixou-o ali e foi embora. No retorno para a tribo, Iracema encontrou Urapuã, o chefe dos guerreiros tabajaras, apaixonado pela bela índia, que, tendo visto Martim sair com a virgem, procurava-o para matá-lo, acreditando que Iracema havia se entregado ao estrangeiro. Embora Iracema tenha negado, Urapuã jurou matar o rapaz. A índia, então, voltou ao bosque para vigiá-lo.

Ao acordar pela manhã, Martim viu Iracema na entrada do bosque e percebeu sua tristeza. Como o amor entre os dois era impossível, ele resolveu partir.

Como a vida de Martim corria perigo, Iracema foi até a tribo dos pitiguaras, inimigos dos tabajaras, procurar um grande guerreiro amigo de Martim, chamado Poti, que foi ao encontro do estrangeiro para ajudá-lo na fuga. A jovem índia aconselhou-os a partir durante a festa da lua das flores, pois todos estariam envolvidos com a celebração e não prestariam atenção em Martim. Enquanto esperavam o dia da festa, Iracema e Martim ficaram juntos e Tupã acabou perdendo sua virgem.

Na hora da fuga, Iracema acompanhou Martim e Poti, e quando eles já estavam fora das terras tabajaras e a índia deveria voltar para sua tribo, ela resolveu seguir com o estrangeiro, pois não conseguiria mais viver longe de seu amor. Os três acabaram sendo alcançados pelos guerreiros tabajaras, que haviam seguido o rastro dos fugitivos, dando início a uma batalha em que Iracema lutou contra os membros de sua tribo. Ajudados pelo cão de Poti, que os guiou até seu dono, os guerreiros da tribo pitiguara chegaram a tempo de combater seus inimigos e socorrer Martim, Poti e Iracema.

Acerca de ou há cerca de? Saiba quando usar!


Além de “acerca de” e “há cerca de”, também vamos explicar no texto de hoje a diferença entre outra expressão parecida: “a cerca de”. Confira abaixo quando usar cada uma de forma correta:

ACERCA DE:

“Acerca de” é uma locução prepositiva e tem o sentido de “a respeito de”, “sobre”. Veja exemplos:

– Conversamos acerca de uma solução compatível com o problema.

– Os pais discutiram durante a reunião acerca dos alunos indisciplinados.

A CERCA DE:

A expressão “cerca de” pode ser antecedida pela preposição “a” em alguns casos. Seu significado equivale a “aproximadamente”, “perto de”. Confira exemplos:

– Fornecemos alimentos a cerca de 100 crianças em abrigos.

– A fazenda fica a cerca de 20km da capital.

Cerca de quarenta pessoas se reuniram na praça para a manifestação.

HÁ CERCA DE:

“Há cerca de” é uma expressão em que o verbo “haver” pode indicar tempo transcorrido, equivalendo a “faz aproximadamente”. Exemplos:

– Troquei meu carro antigo há cerca de três anos.

– Conversei há cerca de um mês com o meu tio.

Também pode indicar quantidade e, nesse caso, um exemplo é:

– Há cerca de 30 livros nessas caixas.

Tópicos mais cobrados em português para concursos


Colocação Pronominal

A colocação dos pronomes oblíquos átonos – me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes – é um tema frequente em perguntas de concursos e requer muita atenção.

São três as posições que eles podem assumir na frase: próclise (quando o pronome vem antes do verbo), mesóclise (quando ocorre no meio do verbo) e ênclise (depois do verbo). Muita gente erra porque o uso coloquial tende a aceitar a próclise.

Concordância verbal (exercícios)

O modo como o verbo se altera para se acomodar ao sujeito também pode causar muitas dúvidas. Este é um assunto que causa dificuldade aos candidatos.

Dentro deste tema, podem surgir questões em que candidatos devem assinalar qual das formas concordância verbal é a adequada em: “precisam-se de empregados” ou “precisa-se de empregados”, por exemplo.

Neste caso, acerta quem escolher a segunda forma (precisa-se de empregados) já que o pronome “se” atua como índice de indeterminação do sujeito em construções em que o verbo não pede complemento direto (precisar é transitivo indireto). Por isso o verbo fica obrigatoriamente  na terceira pessoa do singular.

Regência verbal (exercícios)

A transitividade dos verbos também é um assunto que tem a atenção das bancas examinadoras. Isso acontece porque a regência muda de acordo com a relação do verbo com o complemento.

Para determinar qual a regência adequada, o concurseiro deve examinar o termo regente, que é o verbo, e o termo regido, que é complemento.

Regência nominal

A relação entre o substantivo, adjetivo ou advérbio transitivo e seu complemento nominal, intermediada por uma preposição também são frequentes nos concursos e fontes de indecisões e dúvidas. É um dos temas mais críticos.


Questões de acentuação aparecem muito, sobretudo tratando do uso da crase. Assim, saber quando usar este acento grave pode fazer com que o concurseiro saia na frente de muitos candidatos.

Exercício de português para concurso público


Polifonia do silêncio

Sobre o silêncio vivo e o silêncio morto de nossos dias.
Dizer que o silêncio é polifônico pode parecer uma frase de efeito. De fato, assim como o escuro não é a ausência de luz, o silêncio não é a ausência de som. Uma história natural do silêncio precisaria rememorar os sons que ainda carregam silêncio: o barulho das ondas do mar, o vento que tangencia as paredes, o riso das crianças brincando, o canto de um pássaro, a respiração de um animal que dorme, uma pedra que rola, uma palavra pronunciada poeticamente.

(TIBURI, Marcia. Polifonia do silêncio. Cult. São Paulo: Bregantini. 201. ed.)

1. A significação das figuras de linguagem não ocorre de forma isolada ou independente. Está relacionada ao contexto situacional e linguístico em que ocorre, ou seja, o texto em análise. Considerando o título do texto é correto afirmar que

a) a autora utiliza o exagero para enfatizar a informação apresentada.  
b) a autora utiliza a incoerência aparente como legitimidade para seu discurso.
c) há uma reunião de expressões que se sucedem segundo uma lógica semântica progressiva.
d) constitui‐se a partir de uma redundância, funcionando como reforço de retomada da informação.

2. A forma verbal “precisaria” constitui no enunciado a apresentação de uma ação que indica

a) um fato futuro duvidoso.
b) a possibilidade de um fato passado.
c) um fato posterior a certo momento do passado.
d) um fato futuro certo, mas ainda dependente de certa condição.  

GABARITO
1D - 2A
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